Não compre gato por lebre nem truta por salmão

O crescimento do consumo e a falsificação de salmão no Brasil.

Que o salmão caiu nas graças do consumidor brasileiro não restam dúvidas. A proteína, que se popularizou muito rapidamente no país em virtude do consumo e alta produção, agrada o paladar e o bolso da população sendo, inclusive, mais consumida que a sardinha segundo dados do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura.

Parte considerável do sucesso atribuído ao consumo de salmão no Brasil se deu, ao longo dos últimos anos, pelo crescimento do número de estabelecimentos de culinária oriental no país, com destaque para restaurantes de comida japonesa. Só na cidade São Paulo, de 2013 para 2017 o número de restaurantes japoneses passou de 600 para 3 mil, e diariamente são preparados mais de 400 mil sushis na cidade paulista, conforme explica a Associação dos Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel-SP).

Atrelado ao sucesso do salmão no Brasil, a preocupação com o uso de outras espécies em sua substituição, sobretudo na culinária japonesa, tem sido recorrente entre produtores, indústria e consumidores há um bom tempo.

A preocupação é que tem sido cada vez mais comum é a substituição do salmão pela truta salmonada na preparação de temakis, sushis e sashimis. Dada a semelhança de coloração, textura e sabor entre os dois peixes. A substituição é feita para ampliar os lucros uma vez que a truta que é vendida como sendo salmão, tem um valor de venda mais baixo. A verdade é que quando você se alimenta de algo que pode acarretar em problemas de saúde, você paga mais caro por isso e põe sua saúde em risco.

Outra prática preocupante é a coloração artificial do salmão a partir da inserção de substâncias nas rações que alimentam os animais em cativeiro, como a Cantaxantina, capaz de trazer o tom alaranjado, apreciado pelos consumidores. O governo britânico proibiu o uso dessa substância no momento em que se associou o uso de cantaxantina a problemas na retina das pessoas.

Saber a procedência do salmão que você consome é um direito legítimo, portanto fique atento e não compre gato por lebre nem qualquer outro peixe por salmão!

Com a Fishtag, você sabe a procedência do pescado que você consome

Fontes:
Anuário Peixe BR 2019
Associação dos Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel-SP)
Ministério da Agricultura, Pesca e Abastecimento

Adicionado à sua lista de desejos:
Você adicionou este produto ao carrinho:

#title#

#price#
×